24 abril 2013

QUEIMADO VIVO



Vide explicação da imagem no fim do artigo.



Assim me senti ontem na aula sobre Cultura Afro-brasileira... Levado para ser “queimado vivo”, apenas por expor informações.

Sim! Apenas por expor informações.

Me senti como quem, por causa de acusações de quem equivocadamente supõem como Verdade Histórica, por terem se acostumado com pesquisas superficiais e tendenciosas, fora vítima de interesses sortilégios dos que acusam que fizeram àqueles que se opuseram a supostas imposições.

Fui rotulado, criticado, debochado, injuriado, difamado, ironizado e ridicularizado, por expor informações pertinentes ao conhecimento e a formação de um historiador a cerca da Igreja Católica.

Informações sobre fatos históricos. Variáveis e controvérsias que sempre – SEMPRE – estiveram anexas àquilo que é, ainda por muitos discentes e, lamentavelmente, por docentes, considerado como única Verdade Histórica, mas nunca – NUNCA – são apresentadas como contraponto à analise acadêmica.

Lamentável!

O que percebi, e foi evidente; ou seja, não me custou exercício do ditame do raciocínio; um show de opiniões.

Sim! Opiniões.

Informações geralmente têm em si mais essência da natureza dos Fatos Históricos que opiniões, mesmo que em alguma opinião se encontre algum resquício de fonte (que por sua vez deve ser, com afinco, averiguada, confrontada e atualizada).

Senão, como podemos nos considerar historiadores com um discurso unilateral das coisas? Porque é esse o produto do apego a opiniões.

Será que tudo que acredito como Verdade Histórica tem fundamento com a realidade? Porque essa indagação é o produto da busca por informações.

Me permito, como historiador, oferecer um conselho:

Quando pensar que com opiniões se “queima” o argumento do outro, ao mesmo tempo, sob aspectos diferentes, “se queima” é o próprio potencial à dignidade de autor ou pesquisador de informações.




--
Léo Maciel
Historiador e Filósofo
(não necessariamente nessa ordem)





P.S.: Agradeço a quem me apoiou na aula e a quem se interessou em me compreender.









***

Curiosidade sobre a imagem acima...


Trata-se do martírio de Santa Joana d’Arc (1412-1431).
Ela foi traída na França e entregue ao exército inglês, que a queimou na fogueira por ter liderado o exército francês contra os ingleses e vencê-los.
Diante da morte ela pediu que lhe trouxessem uma cruz. Gritou várias vezes – Jesus! Jesus! Jesus!
Nesta imagem o padre ergue uma cruz processional diante dela por causa de seu pedido, mas muitos podem interpretar como um símbolo, ou retrato, da Igreja que, supostamente, perseguia e queimava pessoas por qualquer discórdia.
Quanto ao julgamento que a condenou a morte e ao tribunal que o fez, de bispos e padres hereges elencados pelas coroa inglesa, com o apoio da coroa francesa, foram considerados injustos tanto pelos padres inquisidores oficiais, que foram assassinados por tentarem impedir o julgamento, quanto pelo Vaticano, que depois veio a reconhecê-la como mártir e a canoniza-la em 1920.
Todo o corpo de Joana D'Arc foi queimado e virou cinzas, porém algumas biografias relatam (como lenda e/ou alegoria) que seu coração permaneceu intacto como prova da revelação que Deus tinha dado a ela para libertar a França.


Fontes: Biografias de Joana d’Arc.

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