Tens muito medo. A culpa não é sua, mas ele te paralisa.
Sofreu tanto... Muitos horrores quando ainda sonhava.
Vejo ainda um raio de luz de esperança saltar em seus olhos.
Ouço de longe batidas suplicantes por amor em seu coração.
Cheiro o doce perfume exalado do seu âmago torturado.
Toco a fria fina frágil pele que vela seu ego.
Degusto infeliz o amargo desvelo de seu caráter.
Tens tanto medo que se esconde e se ilude; se engana.
Cuidado! Ele está ao seu lado disfarçado de liberdade.
Ela deita contigo parecendo menina inocente vestindo rendinha.
Um playboy dourado de brinco, correntão, tattoo e mentiras.
Uma amiga-parente-amiga de carmesim que cospe enxofre.
É mais fácil se iludir. Falsa segurança. Mundo da mente, mundo da lua.
Ele te paralisa para realidade e te libertina nas vaidades do "grand monde".
Caramba?! O que te ensinaram? Me abisma. É Medonho.
Não existe carpe diem sem memento mori.
Fique sabendo! Você é inocente.
Por enquanto.
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Léo Maciel


